- Sabe, se seu pai era um alcoólatra, viciado em outras coisas e se perdeu na vida, você não deve seguir seus passos!
- De fato, jamais seguirei seus passos, pois seus pés jamais tocaram o chão...
- Sabe, se seu pai era um alcoólatra, viciado em outras coisas e se perdeu na vida, você não deve seguir seus passos!
- De fato, jamais seguirei seus passos, pois seus pés jamais tocaram o chão...
Escolhi um trabalho em que meus frutos não me alimentam, mas não são estranhos a mim.
Meu fruto sou eu disseminando, disseminado.
Minha arte é minha vida e pertenço a ela.
Não pretendo ser meu próprio assassino.
Mas se meu sangue fraquejar, se já não houver saída...
Aos nossos filhos
Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço,
Os dias eram assim...
Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim...
Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha,
Os dias eram assim...
E quando passarem a limpo,
E quando cortarem os laços,
E quando soltarem os cintos,
Façam a festa por mim...
E quando lavarem a mágoa,
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água,
Lavem os olhos por mim...
Quando brotarem as flores,
Quando crescerem as matas,
Quando colherem os frutos,
Digam o gosto pra mim...
Digam o gosto pra mim...
De Ivan Lins e Vitor Martins
(...) quando já não puder mais sentir o sabor, quando perder o direito de fechar os olhos e abrir as portas, atendam ao pedido deste simples menino e digam o gosto pra mim, digam aos nossos filhos que já fui pássaro, que já fui flor, mas digam que ainda não fui...
Quando o poeta sai à rua
Logo ela se mostra tão sua
Logo ele dá seu parecer
Como quem quer viver
E nas suas voltas pelas curvas
Coisas se encaixando como luvas
Coisas que não sabe entender
Só não sabe porquê
Ele que só sabe, então, se perguntar
Como sua vida segue ao deus dará
Fecha os seus olhos pra voltar a ser
No amanhecer
Vai se entrelaçando entre os hábitos
Cai na rua feito os gatos pálidos
Desejando ao outro o seu penar
Quando sua reza não o ajuda
Pensa no seu ódio, em sua luta
Pensa em pensar em esquecer
Como quem quer morrer
Sonha com pecados e se multa
Topa em suas pernas e se insulta
Topa qualquer coisa pra saber
Porquê tanto sofrer
Ele que não sabe, então, se perdoar
Come sua vida e segue ao deus dará
Fecha os seus olhos pra não se perder
E ele vê
Que os carros da avenida são tão rápidos
Bárbaros sensíveis como os sábios
Desfilando louco à beira-mar
Então vai ler
Escrito nos seus versos mais inválidos
Todos os segredos dos culpados
Pelo medo de não ter com quem chorar
Esta poesia é uma canção, escrita já há alguns anos, mas que ainda mexe comigo...
Gostaria de ter escrito coisas inéditas, coisas que estou vivendo, mas seria um tanto cruel com quem me fez muito mal nos últimos dias.
Dedico esta poesia para meus novos dias de sonho, para acender o que tanto me nego.
Pessoal dos blog's de quinta, olha eu chegando!!