terça-feira, 21 de abril de 2009

Um bom filho...

Enfim.
Após uma longa pausa propositalmente improdutiva, assimiliando mundos que sempre quis degustar, voltarei a expor de forma regular aquilo que escrevo, que canto, que sinto.
A partir de amanhã, seguirei com a rotina de um antigo projeto, que ainda não convém revelar.

Prometo-me disciplina, disposição e sinceridade.




Escritos dedicados...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Confissão

Agora sim, estarei realmente longe de orkut, de msn, de bebida, de mim.
E isto não é nenhum sacrifício, mas talvez signifique minha salvação.
Assim mesmo, limpo e seco?
Exatamente.
Por enquanto, minha alma e corpo só me permitem confessar até aqui. O resto, se assim me for permitido, será lentamente exalado por mim neste blog, que consistirá no diário poético de um pássaro ou de uma flor...


Coloco-me diante do espelho e vejo meu pai.
Preciso ir agora, dar uma volta e descansar...

sábado, 5 de julho de 2008

Algo sobre o amor

Liberdade não é o desejo de entregar-se a outros corpos, perder-se em outros mundos.

Liberdade não é de fora para dentro.

Liberdade é uma força que nos impulsiona para o que de mais belo podemos possuir, para o que de mais forte e lindo o outro pode oferecer.

Liberdade pode ser até a vontade de prender-se.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sobre essas coisas da vida

As noites poéticas são devaneios errantes.

Um sábio poeta clamava:

“Erro. Erro e repito.”

A virtude do erro é a de não ser esquecido.


Os erros poéticos são devaneios noturnos.

Tristeza é o sonho escorrer quando a luz se aproxima....


Daí o poeta procura sua porta:

Retorna ao lar como um filho pródigo.

Vai redigir no sono mais profundo

A poesia que devaneia nos erros noturnos...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Tem noites

Tem noites que as lágrimas não escorrem
Concorrem com o grito choroso da madrugada
Onde nada parece quebrar o silêncio
Quebramos copos em nossos corpos ainda com vida
Bebendo o néctar da solidão como saliva
Encontrando a saída sem nem ter chegado a algum lugar
Se escondendo em lugares onde não há saída
Ao léu, junto ao véu-verbo "perder-se"
Cujo encontrar-se é o destino da vida
Via sem volta
Olhos fechados
Olhar para dentro
Lembrar do esquecimento
Esquecer das lágrimas que secaram fronte ao sol recém-nascido
Lágrimas que não cairam ao luar desfalecido
Lágrimas compostas de água, sal e saliva
De mágoa, mal e vida
Lagrimar: verbo-véu singelo usado em pequenas doses
Para diminuir grandes dores
Proveniente de amores de outrora
Existe hora errada para amar?
Amar: verbo atemporal fruto de tempestades e calmarias
Pretérito imperfeito, assim como seu presente e seu destino
No futuro, ainda o terei presente, passado pela peneira do tempo e levado,
Assim, como se fosse poeira pelo vento
Levado para o lugar mais longe que existe:
Para dentro...


André Bonfim e Freddy Costa





Poesia para lembrar das poesias que vivemos...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Poesia estranha

Nem suas melhores respostas,
Nem suas fraturas expostas,
Nem suas verdades opostas.
Nada me é rejeitado!
Nada me é inútil...

As lembranças são os protótipos das ações futuras.
Fragmentos usados para recompor
As múltiplas faces deste eterno livro em branco,
De páginas encharcadas de passado,
Onde o fétido afaga o sublime,
Numa comunhão entre o desconhecido e o esquecido...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Pra não deixar em branco o branco

Aqui deixarei registrado qualquer ameaça de inspiração, para que possa pelo menos manter uma promessa idiota de escrever o máximo possível...

Vejo meus amigos a todo vapor.
Escrevem, produzem.
Eles dão mais mundo ao mundo!
Eu? Padeço.
Sem razão,
Sem ação,
Sem trabalho.
Falta algo em mim...